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| Trabalho 02 |
Na obra transitam dualidades que estão presentes somente em
suas mentes.
No primeiro momento observe o homem e a mulher, símbolos que em um momento
representam a união, a poderosa energia sexual e em um segundo momento, uma
dualidade histórica.
O homem está acima por todo o contexto histórico. Ele é o provedor, quem vai
para guerra, talvez esteja em amarelo representando o sol. Mas, repare no
detalhe, ele não tem uma perna e está em declínio. Carrega
pedras , ora para o trabalho, ora para luta. Mas ele não sabe quem são os
inimigos, talvez o maior dragão esteja dentro de si mesmo.
Abaixo com sua sensibilidade e sensualidade está a mulher calmamente observando
o declínio do homo. Não se sabe se ela se sensibiliza com o ato ou se saboreia.
O fato é que ela está com um grande espaço na obra e tem a possibilidade de
levantar a hora que quiser.
Repare que o homem foi colocado acima da metade da obra ( no céu), talvez por
sua histórica transcendentalidade, mas que se encontra em perigo pelo
isolamento.
Já a mulher está abaixo, na terra, mas tem todas as possibilidades de erguer-se
e caminhar lado a lado com o homem ou travar uma guerra sexual eterna.
Agora volte seus olhos para o canto esquerdo e observe que Nietzshe e Shiva
formam um curioso equilíbrio. Nietzshe dentro de uma tv vermelha representa
toda intensidade de sua vida e obra. Nietzshe atinge um poder transcendental por meio do seu
intelecto. ele chega ao ateísmo, não crê em nada após a morte. Mas o nada teria
o poder de ser completamente nada?
Então derrepente em cima da tv, distorcendo
todos os átomos a sua volta Shiva se manifesta. Ele vem propondo que Nietzshe
está correto em suas indagações, e que é a partir da consciência do nada que o
todo se manifesta.
Transcendental sim, pedra não.
O Deus que está em mim saúda o Deus que está em você.
Por Tiago Sinhor